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Um passinho atrás, por favor? Só para recolher o que ficou e seguir em frente mais fortePosted by On

Muito se fala sobre os fardos pesados que carregamos desnecessariamente: dores, pesares e arrependimentos que prejudicam a caminhada ou nos desviam das rotas planejadas. Mas também acontece o contrário e com a mesma consequência: lotamos a mala com o que não era importante e, em compensação, extraviamos pessoas, hobbies, capacidades natas e desejos, sem perceber que ali sim estava nossa essência.

Esse processo de abdicarmos de pedacinhos de quem somos se instala aos poucos e por isso fica complicado reconhecer onde aquele desapego inconsequente começou: um trabalho que pagava melhor, mas não era o idealizado, te roubou de sua verdadeira aptidão; te convenceram de que os amigos da solteirice não combinavam mais com a vida de casado; o curso internacional ou a mudança de cidade trocados por permanecer no mesmo lugar e cuidar da família, enquanto se descuidava de quem você era. Suas ações de voluntariado, o esporte predileto e a coleção de selos deixada no baú das lembranças.  E, finalmente, os amores verdes que, na pressa de seguir adiante, não foram colhidos.

O problema é que ficamos maltrapilhos quando despimos nossos sonhos e vestimos o dos outros. Caem mal, ficam frouxos e ajustá-los para que pareçam feitos sob medida deixam à mostra remendos bem na altura do coração.

Balcão de reclamações

Um dia nos damos conta que a melancolia que de vez em quando se avizinha pode ser traduzida por falta. E não apenas falta daquilo ou daqueles que deixamos pelo caminho porque, ao escolher o que levar na viagem, provamos não entender nada sobre prioridades. Mas falta de uma companhia imprescindível em qualquer aventura: a de nós mesmos.

E nesse ponto, ao encararmos o espelho e não nos reconhecermos, levamos um susto: parece tarde demais para chegar ao balcão de reclamações da vida e cobrar pelos valores pessoais extraviados. A tendência é fechar a porta e apagar a luz própria.

Mas é exatamente nesse momento que temos a possibilidade de optar por um entre dois partos: ou teremos o nascimento de uma pessoa amarga, que arrastará correntes de lamentações até o fim da existência por tudo que deixou para trás e não dá mais tempo de retomar ou de alguém disposto a voltar alguns capítulos no livro biográfico, pegar a caneta de volta, editar trechos e reconduzir a história, realocando personagens e descobrindo novos protagonistas, aqueles mais capazes de nos conduzir a um final feliz.

(Texto publicado em 16/06/2020 em:https://anamaria.uol.com.br/noticias/descomplica/um-passinho-atras-por-favor-so-para-recolher-o-que-ficou-e-seguir-em-frente-mais-forte.phtml)

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Adiamos muito o momento de ser feliz. Tanto que, às vezes, nem dá para fazer
Usadas com moderação, as redes sociais agregam. E ainda bem, pois estamos diante de um
Quando focamos em um só objetivo, corremos o risco de não enxergar outras possibilidades. Porque,
Amigo devia ser carreira diplomática, com direito a graduação e MBA. E olha: poucos seriam
Às vezes nem o olhar mais atento captura, mesmo mantendo um pezinho atrás por excesso

Revista Anamaria

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