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#príncipes

Sobre amar alguém que nunca existiu além da sua imaginação

No romance de terror Frankenstein, da britânica Mary Shelley, o estudante de ciências naturais Victor Frankenstein “constrói” uma criatura humanoide com restos de cadáveres. Guardadas as devidas proporções, às vezes, também brincamos de doutor Frankenstein, “construindo” pessoas que não existem, a partir de alguma referência de carne e osso. Acontece mais ou menos assim: a gente conhece alguém, se interessa pela embalagem e por algumas informações que constam no rótulo. E a partir daí, ao invés de ler nas letras pequenas os ingredientes que compõem o produto e tentar saber se não tem nada ali que faça mal à saúde, criamos o personagem com base em referências de “pessoa ideal” e somamos nossas mais seletas expectativas românticas. E está feita a merda (ou m… ou burrada). Obviamente, qualquer começo de relacionamento que se preze é pura sedução. Queremos parecer interessantes, inteligentes e cheios de bom senso, além de darmos aquela disfarçada nas imperfeiçõezinhas. Nada condenável: a prática de parecer melhor do que se é para atrair o parceiro faz parte da dança do acasalamento em muitas espécies na natureza. Mas quando o namoro segue, o tempo funciona como uma grande lente da verdade, que vai mostrando quem é quem, independente ... Leia Mais