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#novoscaminhos

O luto e a luta

Só entendemos o tamanho do luto quando o sair da cama se transforma em uma luta diária contra a vontade de esconder a cabeça embaixo das cobertas e fingir que ainda não amanheceu. Porque, na verdade, em você, ainda é noite fechada. A gente só admite o quanto era bom o “sempre” quando tem que engolir o “nunca mais”. Só  constata a luminosidade daquela presença quando a ausência apaga todas as luzes definitivamente. Só dimensiona o tamanho do amor quando não sabe mais onde colocá-lo. Engana-se quem acredita que a morte é o encerrar da vida de uma pessoa apenas. Ela vai além: amarela sorrisos e avermelha olhos; desata abraços e ata nós na garganta; rasga planos, esfria um lado da cama e do coração. Morrer deixa rastros. Cadeiras vazias e armários cheios de roupas. Restos de xampu e de sonhos. Remédios que não curaram e documentos que se extraviaram para sempre de seu dono. A morte cria um acervo triste, repleto de últimos: a última foto, a última mensagem, a última lista do supermercado e o último até breve. E perdura para muito além do dia em que tira alguém de tantos alguéns: vamos nos deparando com pedacinhos daquela ... Leia Mais

Sinta & Liga – Queridas linhas tortas, muito obrigada!

Por mais que eu me esforce, nunca vou conseguir agradecer todos os disparates que já aconteceram na minha vida com o devido reconhecimento. Mas sou imensamente grata às minhas apostas erradas, à minha teimosia a prova de titãs e aos meus ouvidos moucos, que deixaram passar tão bons conselhos sem eu ter dado a mínima. Também adoraria poder agradecer àqueles que tentaram ou conseguiram me prejudicar – deliberadamente ou por acidente mesmo. Queria olhar nos olhos de certos líderes corporativos que tive e, um a um, oferecer o meu sincero “muito obrigada”: obrigada por não terem reconhecido meu esforço e obrigada também por terem me demitido. Igualmente agradeço a alguns amigos que desapareceram de uma hora para outra, sem eu ter a mínima noção para onde mesmo eu estava indo. Eles me obrigaram a entender que eu tinha que ter meu próprio mapa, caso quisesse chegar a algum lugar. Aqui também vai um agradecimento especial aos meus pais, que nunca abriram o manual de psicologia adolescente para decretar coisas como: “não vai e pronto. Pode chorar à vontade”. E também agradeço às intempéries climáticas que, muitas vezes, me deixaram ilhada e, sem eu ter consciência na época, me mantiveram exatamente ... Leia Mais