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#MudançaDeRota

Sinta & Liga – Não alimente (mais) os pombos

Outro dia, na praia, observei um garoto, com cerca de 6 anos, assustando pombos. Ele gritava e arremessava areia naqueles seres parecidos com passarinhos, mas que, na verdade, são ratos com asas, transmissores de doenças, como deve ter aprendido com os pais, que avalizavam o ataque. Pensei na evolução da ciência, que descobriu o quão perigosos para a saúde eles podem ser. Quando tinha a idade daquele garoto, aparentemente, meu avô não sabia que não deveria alimentá-los: íamos ao parque, com saquinhos de arroz e farelo de pão, para banquetear as criaturas aladas e eu, ao contrário do garoto, adorava vê-los aos meus pés. A única frustração era não conseguir acariciar as penas furta-cor. Porém, a tese não tem nada a ver com fauna urbana. Lembrar minhas tentativas de aproximação com as aves e ver a criança as rechaçando fez pensar que nós, assim como os pombos, temos ciclos de sermos atraídos e outros de sermos abnegados. Enquanto alvo de uma conquista, acostumamos com palavras doces, declarações rasgadas e planos auspiciosos de compartilhar felicidade. Isso alimenta a alma. Mas, diferente dos pombos que não se deixam enganar com comida farta e seguem arredios por não confiarem em humanos, embarcamos em ... Leia Mais

Amor: recalculando

O que era o melhor caminho às vezes exige mudança de rota e muito fôlego para não deixar a felicidade desistir da carona no meio da estrada. Juramos no altar, olhando nos olhos. Comprometemos nossa palavra de mãos dadas, em uma praia paradisíaca ou numa noite de chuva torrencial. Dentro do cinema. Na cama. E afiançamos o amor eterno porque, naquele momento, ele é forte o bastante para ser eterno. É a nossa verdade. Mas esquecemos que, mesmo as verdades absolutas, podem ser transitórias. E, às vezes, elas sabotam o amor. Aceitamos como evolução a mudança de emprego, de casa, de faculdade, mesmo faltando um semestre para concluir o curso. Variamos o corte e a cor dos cabelos durante toda a vida. Temos ímpeto de rasgar os livros de história depois de entender que os mapas portugueses estavam bem atualizados em 1500 e indicavam claramente terras a oeste e que Colombo, por sua vez, também não colonizou nada porque tribos nômades chegaram bem antes. As voltas atrás são aceitas em quase todas as áreas. Mas quando a vontade de romper paradigmas bate à porta dos relacionamentos amorosos formais, a condescendência não é a mesma. Porque era para durar para sempre. ... Leia Mais