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#maturidade #felicidade #EternaCriança #brincar #VidaLeve

O destino mais difícil de ser deixado para trás: um lugar chamado nunca mais

Alguma vez você teve uma sensação parecida: é o último dia de uma viagem adorável e, enquanto tranca a mala para voltar à rotina, se avizinha uma espécie de melancolia, que transcende o fim das férias: é a certeza de que tudo o que foi vivido ali já faz parte da história e talvez nunca mais volte a ver aquele lugar, aquelas pessoas ou até reveja, mas não será a mesma experiência. Pode acontecer também ao fechar, pela última vez, a porta da casa que foi cenário de sua infância e entrega as chaves ao novo morador. Olhando através das grades da escola onde estudou ou limpando a gaveta de sua mesa no último dia naquele emprego. Ou ainda ao lembrar do último beijo, aquele não será mais repetido. A ideia do “nunca mais” é difícil de ser assimilada até mesmo quando a vivência nem foi assim tão gratificante. Porque é mais sobre a impotência de mandar no tempo, sobre termos a consciência de que não estamos no comando de nada e de que a vida vai passar incólume, independente de tê-la desfrutado ou não. Nem sempre o “nunca mais” tem a ver com a escassez de anos para serem ... Leia Mais

A arte de ser só e bem acompanhada ao mesmo tempo

Vou escrever no feminino não porque acredito que o cenário é exclusivo, mas talvez este seja um processo mais evidente entre mulheres: na adolescência, seguimos a fila, entramos no modo “Maria vai com as outras”, como diria minha avó, uma vez que ali o que importa é fazer parte de um grupo, ser aceita. Fica um pouco confuso separar o que realmente queremos daquilo que queremos só porque todo mundo que interessa também quer. Nessa fase, não nos entendemos muito bem, seja fisicamente, seja emocionalmente e o espelho acaba sendo o outro e evitamos um olhar mais demorado sobre nós: tudo parece ter vindo com defeito de fábrica. O mau humor, recorrente da faixa etária, não é gratuito: tende a ser resultado dessa completa falta de compreensão de si, como se convivêssemos com uma desconhecida. Na maioria das vezes, só depois de adultas muitas têm a oportunidade de começar uma espécie de autoflerte. Uma descoberta preciosa que sinaliza que nossa melhor amiga estava ali o tempo todo. Vamos tirando de letra manias e teimosias, enquanto aprendemos a respeitar limites e a valorizar qualidades pessoais e intransferíveis. Vai caindo a ficha de que estar em grupo é ótimo, mas sentar para ... Leia Mais

Perdoe escolhas erradas do passado: eram o melhor que você podia fazer naquele momento

Temos uma tendência de chorar o leite derramado, sempre imaginando que era o último litro. Somos inconformados com nossa própria história, insistindo que tudo teria sido perfeito se, lá atrás, tivéssemos feito diferente, pegado a outra pista na bifurcação. É fácil prever o passado, olhando agora, do confortável camarote do presente. Antes de tudo, precisamos nos perdoar pelos possíveis erros de rota que cometemos.  Algumas atitudes burras eram o melhor que podíamos fazer com as ferramentas que tínhamos para lidar com as circunstâncias daquele momento. Querer que aos 18 anos tomasse uma decisão que hoje, aos 45, tem certeza que seria a mais acertada é uma tremenda injustiça com o jovem que você foi. E esse você de antes não merece castigo eterno. Não merece ficar na prisão perpétua do arrependimento porque esse solo é areia movediça que não deixa sair do lugar quando a consciência do tal leite derramado deveria é impulsionar: retomar as rédeas para que, daqui a dez anos, não esteja novamente lamentando. O queixume pelo o que deixamos de fazer ou fizemos errado costuma emprestar uma licença poética para nos mantermos exatamente no mesmo lugar, apoiados nas muletas convenientes do autoflagelo. Este autoflagelo leva a um ... Leia Mais

Sinta & Liga – Cuide-se bem: sua prioridade é você

Às vezes tudo o que a gente precisa é passar no salão de cabeleireiros da esquina e fazer uma escova, mesmo sem ser dia de festa. Comprar uma blusinha, nem que seja de liquidação. Estender em 15 minutos a hora do almoço para buscar aquele sorvete de casquinha que contraria a dieta, mas adoça a alma. Porque tem dia – e deveria ser todo dia – que a comemoração é interna e a homenageada é você. A gente passa tempo demais cuidando dos outros e sendo responsável, esquecendo que nossa primeira responsabilidade é nos tratar bem, até com pequenos mimos. Atitudes simples, mas com efeitos grandiosos, como tomar um café fora de hora, andar no parque ou assistir televisão de meias em uma tarde de frio. E tudo isso sem sentir culpa, sem sentir que aquele é um tempo desperdiçado. Temos essa tendência de achar que tudo que fazemos para nosso deleite é egoísta. Mas não é: quando identificamos o que nos faz bem, aprendemos a nos conhecer melhor e o dia a dia ganha leveza. Porque se o trabalho está duro, dá para tomar fôlego sabendo que haverá uma compensação, algo que te lembre que a vida deve ter ... Leia Mais

Sinta & Liga – Com que roupa eu vou?

Todo mundo já ouviu alguma vez que o hábito não faz o monge. Trata-se de uma tentativa de convencer sobre o fato de que a vestimenta não necessariamente define quem a pessoa é. Acho até poético, mas, no mundo real, essa máxima não faz muito sentido. Na verdade, a maneira como a gente se veste fala muito sobre quem somos e sobre o respeito – ou não – que temos por nós. Portanto, contrariando o dito popular, o hábito faz, sim, o monge. A roupa pode ser aliada ou inimiga porque tem o poder de emprestar ou roubar sua segurança. Experimente vestir uma calça e uma camisa social para uma entrevista de emprego porque alguém disse que é assim que esperam que se apresente. Se não se “achar” com o traje, ficará visível seu desconforto porque, em casos assim, não foi você quem vestiu a roupa, mas a roupa que vestiu você. Agora saia para a mesma entrevista com algo adequado, não apenas do ponto de vista corporativo, mas um look que te represente, que te faça sentir coerente com o ambiente, sem desconsiderar seu gosto, e comece o teste com o pé direito. Somos imagem. Vamos julgar e ser ... Leia Mais