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#compreender

Um passinho atrás, por favor? Só para recolher o que ficou e seguir em frente mais forte

Muito se fala sobre os fardos pesados que carregamos desnecessariamente: dores, pesares e arrependimentos que prejudicam a caminhada ou nos desviam das rotas planejadas. Mas também acontece o contrário e com a mesma consequência: lotamos a mala com o que não era importante e, em compensação, extraviamos pessoas, hobbies, capacidades natas e desejos, sem perceber que ali sim estava nossa essência. Esse processo de abdicarmos de pedacinhos de quem somos se instala aos poucos e por isso fica complicado reconhecer onde aquele desapego inconsequente começou: um trabalho que pagava melhor, mas não era o idealizado, te roubou de sua verdadeira aptidão; te convenceram de que os amigos da solteirice não combinavam mais com a vida de casado; o curso internacional ou a mudança de cidade trocados por permanecer no mesmo lugar e cuidar da família, enquanto se descuidava de quem você era. Suas ações de voluntariado, o esporte predileto e a coleção de selos deixada no baú das lembranças.  E, finalmente, os amores verdes que, na pressa de seguir adiante, não foram colhidos. O problema é que ficamos maltrapilhos quando despimos nossos sonhos e vestimos o dos outros. Caem mal, ficam frouxos e ajustá-los para que pareçam feitos sob medida ... Leia Mais

Vamos a mais um tratamento de choque

Senta aí, amiga. Solta a garrafa de conhaque e vamos conversar de novo. Primeiro, larga a garrafa de conhaque. Não, eu não deixei a garrafa de conhaque aí pra você se atracar com ela. Por que diabos eu ia te esperar com conhaque? Você não tem resistência nem para licor de menta. Ela estava aí na mesa porque eu ia flambar a carne do estrogonofe para o almoço. Seria um domingo normal e meu único risco era botar fogo na cozinha com o procedimento. Mas aí você ligou dizendo que ia tentar o suicídio. E a última vez que fez esse anúncio se perdeu no centro de São Paulo, tentando achar o Viaduto do Chá. E ainda me disse impropérios quando perguntei por que não pediu informações sobre como chegar lá. Mas conta. Foram à festa? E você colocou aquele vestido parcelado em 12 vezes, que tinha a nobre missão de botar seus peitos pra jogo? Tá. E ele nem comentou nada? Talvez tenha sido melhor assim. Mas todo mundo reparou no seu… look? Sim, acredito. Quem não olhou por gosto, olhou por desgosto. Não, não tem nada de errado com a peitaria. Mas o fato de não ter nada ... Leia Mais