[wp_show_posts id="376"]

#autoestima

Por que sabotamos projetos pessoais, se eles é que deveriam estar no topo da lista?

Adiamos muito o momento de ser feliz. Tanto que, às vezes, nem dá para fazer isso no tempo regulamentar do jogo. Esperamos a formatura, o emprego estável, o dinheiro sobrar, o casamento engrenar, o crescimento dos filhos e – pasmem – até a morte dos pais para só então implementar algo que seja verdadeiramente por nós mesmos. Mas é tanta espera que, não raro, esses projetos vão perdendo a força ou ficando impossíveis de serem executados, dado o avançado da hora. É como se estivéssemos atrasados para a própria festa, chegando quando a orquestra já entoa os acordes finais e, cansados e sem ânimo devido a longa viagem, nem nos animamos a dançar a última música. Mesmo sem querer, passamos a vida dando satisfação aos outros, numa ânsia frenética de corresponder às expectativas terceiras. Quanto talento desperdiçado, quanto sonho abortado em prol de “ser certinho”, de se encaixar em padrões e não ser taxado de filho ingrato, de desmiolado ou irresponsável. Andando na trilha já pisada, você até escapa de ser apontado como a ovelha negra, mas não se esquiva de uma angústia crescente por sempre ir na contramão de suas próprias vontades, sujeito a morrer atropelado por planos que ... Leia Mais

Autoestime-se: cuidado com a mania quase incontrolável de se atribuir defeitos

Não, você não é gorda, nem magra, nem baixa ou alta demais. Não tem nada de errado com seu cabelo e nem com sua pele. A única coisa errada nisso tudo é seu olhar pouco amoroso com você mesma. Falta à maioria de nós, mulheres, encarar a autoimagem com mais tolerância, buscando o ângulo preferível e não só para sair bem na foto, mas para se sair bem na vida porque a confiança em si mesmo é o ponto de partida para muitas conquistas e também armadura para se esquivar de ataques. As pessoas nos enxergam através de nossas próprias lentes, daí a importância de acertar o foco. Um exercício e tanto para quem aprendeu a colecionar uma lista de imperfeições como uma espécie de patrimônio torto. Pode reparar: estamos sempre prontas a apontar defeitos de fabricação em nossa aparência. Chega a ser cruel essa falta de tolerância com quem somos, esse acabrunhamento que nos empurra para baixo, obrigando a ver os outros – ou outras, no caso – maiores e melhores. O problema é que fazemos isso meio sem pensar, numa espécie de piloto automático: se alguém lhe pergunta o que mudaria no seu rosto e corpo, a lista ... Leia Mais

Sinta & Liga – Não alimente (mais) os pombos

Outro dia, na praia, observei um garoto, com cerca de 6 anos, assustando pombos. Ele gritava e arremessava areia naqueles seres parecidos com passarinhos, mas que, na verdade, são ratos com asas, transmissores de doenças, como deve ter aprendido com os pais, que avalizavam o ataque. Pensei na evolução da ciência, que descobriu o quão perigosos para a saúde eles podem ser. Quando tinha a idade daquele garoto, aparentemente, meu avô não sabia que não deveria alimentá-los: íamos ao parque, com saquinhos de arroz e farelo de pão, para banquetear as criaturas aladas e eu, ao contrário do garoto, adorava vê-los aos meus pés. A única frustração era não conseguir acariciar as penas furta-cor. Porém, a tese não tem nada a ver com fauna urbana. Lembrar minhas tentativas de aproximação com as aves e ver a criança as rechaçando fez pensar que nós, assim como os pombos, temos ciclos de sermos atraídos e outros de sermos abnegados. Enquanto alvo de uma conquista, acostumamos com palavras doces, declarações rasgadas e planos auspiciosos de compartilhar felicidade. Isso alimenta a alma. Mas, diferente dos pombos que não se deixam enganar com comida farta e seguem arredios por não confiarem em humanos, embarcamos em ... Leia Mais

Sinta & Liga – Com que roupa eu vou?

Todo mundo já ouviu alguma vez que o hábito não faz o monge. Trata-se de uma tentativa de convencer sobre o fato de que a vestimenta não necessariamente define quem a pessoa é. Acho até poético, mas, no mundo real, essa máxima não faz muito sentido. Na verdade, a maneira como a gente se veste fala muito sobre quem somos e sobre o respeito – ou não – que temos por nós. Portanto, contrariando o dito popular, o hábito faz, sim, o monge. A roupa pode ser aliada ou inimiga porque tem o poder de emprestar ou roubar sua segurança. Experimente vestir uma calça e uma camisa social para uma entrevista de emprego porque alguém disse que é assim que esperam que se apresente. Se não se “achar” com o traje, ficará visível seu desconforto porque, em casos assim, não foi você quem vestiu a roupa, mas a roupa que vestiu você. Agora saia para a mesma entrevista com algo adequado, não apenas do ponto de vista corporativo, mas um look que te represente, que te faça sentir coerente com o ambiente, sem desconsiderar seu gosto, e comece o teste com o pé direito. Somos imagem. Vamos julgar e ser ... Leia Mais