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#amor #amar #conhecer #ReconhecendoOAmor

Termine uma história de amor para começar outra, mas nunca deixe de ser o protagonista

“Você fugiria comigo hoje?”, perguntou o amante afoito e inconsequente, mais pela frase de efeito do que pela proposta arrebatadora nela contida. “Não”, respondeu a heroína, menos preocupada em dar corda à aventura romântica, digna de sessão da tarde, e mais focada em edificar sonhos. “Antes de ir, tenho que fechar a casa e fazer malas definitivas. Me certificar de não deixar torneiras abertas e janelas sem trinco. Varrer toda a poeira que levei para dentro com meus próprios pés. Regar as plantas, contando que outro jardineiro não demore a encontrá-las. Cobrir móveis, recolher as lembranças que vão me servir e deixar as que já não são mais úteis. E só assim estarei saindo completa e não chegarei aos pedaços na próxima história.” Viver um novo amor requer ter acompanhado toda a novela anterior, com os bons e os maus capítulos, sem pular nenhum. Sair pela porta dos fundos de uma relação vai te obrigar a ingressar na outra igualmente pela entrada de serviço e um amor que se propõe ser verdadeiro merece chegar com tapete vermelho e não pela cozinha. Caso contrário é como tentar trocar o pneu com o carro em movimento ou atravessar a rua sem olhar ... Leia Mais

Triste sina de quem tem fome de churrascaria rodízio e se contenta com migalhas

Talvez essa seja a mais lamentável das dietas: se contentar com fragmentos de atenção e doses homeopáticas de carinho quando a vontade é se fartar com quilos de amor. Mas tem gente que vai se conformando com esse regime drástico e vive em estado de anorexia sentimental, fingindo estar satisfeito quando, na verdade, o coração ronca de fome. A magreza de quem consome tão poucas calorias de dedicação não se repara no corpo, mas nos olhos baixos. Nos gestos comedidos de quem tem medo de parecer exigente demais e teme perder a travessa rasa que lhe oferecem. Dessa forma, o amor que deveria vitaminar, enfraquece, faz perder as forças. Você não caminha na mesma direção, mas fica atrás, recolhendo, como um pombo magro, os farelos lançados, tentando se convencer que estão lhe servindo um banquete. Viagem errada Amar não é – ou não deveria ser – justificativa para aceitar qualquer condição só pelo direito estreito de se manter nos arredores. A resignação não faz parte das contraindicações na bula do amor. Amor também não é bilhete da terceira classe, que dá o direito de estar no mesmo trem, mas sem o conforto merecido. Ao contrário: quem ama deveria saber a ... Leia Mais

*A vida como (realmente) ela é

A pandemia está nos apresentando a uma vida familiar sem filtro. Um grande espelho que faz enxergar o que não necessariamente estamos dispostos a ver. Uma imersão compulsória para dentro da gente e da casa, que pode mostrar como a orquestra intramuros desafina. Porque é mais fácil ter a família perfeita quando não se fica 24 horas com ela em uma rotina que passa longe de ser de férias. É como descobrir a sujeira embaixo do tapete – que, literalmente, você descobriu depois que começou a por a mão na massa e fazer faxina. São situações das quais tentamos nos esquivar no dia a dia dos tempos normais, tampando o sol com a peneira, procurando desfocar para não encarar certas verdades, que agora estão gritando com a gente. Talvez até desconfiássemos de que havia alguma coisa errada com nossos relacionamentos mais íntimos, aqueles entre marido e mulher, filhos e nossos pais. Mas íamos empurrando com a barriga porque, afinal, não era tão difícil assim coabitar com os outros moradores nas poucas horas entre o despertar e o café da manhã ou entre o jantar e a hora de dormir. Mas agora acontece uma espécie de intensivão e a tropeçamos na ... Leia Mais

Sinta & Liga – Carta triste para alguém que não ficou (porque todo mundo tem alguém que não ficou)

Bastava ter segurado minha mão mais forte ou por mais tempo e eu entenderia que não era hora de ir. Você me encontrou na multidão, mas me perdeu quando desviou seus olhos e optou por calar o que sentia, não acreditando que a sua verdade poderia ser a minha verdade também. Eu fui. Voei mundos, mudei de roupa e de sonhos. Mudei de vida e de princípios. Encontrei pessoas e me desencontrei de mim. Mas tantas vezes olhei para traz. Tantas vezes procurei por aquelas mesmas mãos. Ora para me acompanhar, ora para me ajudar a levantar. Mas desisti de te encontrar por caminhos que não eram os seus. De te encarcerar num baú de lembranças porque a arca nunca fechou. E inventei um você só para mim, um que aceitou, sem resistência, morar nos meus pensamentos. Aquele cuja biografia ainda se escrevia em meia dúzia de páginas nas quais eu era a única heroína. Um você que permanecia. E foi assim que senti sua companhia em noites estreladas, com lua sorrindo. Em praias desertas e outras nem tanto. Em ruas inóspitas, quando o medo do escuro trazia a criança assustada que mora em mim para a superfície. Em corredores ... Leia Mais

Sinta & Liga – Cuide-se bem: sua prioridade é você

Às vezes tudo o que a gente precisa é passar no salão de cabeleireiros da esquina e fazer uma escova, mesmo sem ser dia de festa. Comprar uma blusinha, nem que seja de liquidação. Estender em 15 minutos a hora do almoço para buscar aquele sorvete de casquinha que contraria a dieta, mas adoça a alma. Porque tem dia – e deveria ser todo dia – que a comemoração é interna e a homenageada é você. A gente passa tempo demais cuidando dos outros e sendo responsável, esquecendo que nossa primeira responsabilidade é nos tratar bem, até com pequenos mimos. Atitudes simples, mas com efeitos grandiosos, como tomar um café fora de hora, andar no parque ou assistir televisão de meias em uma tarde de frio. E tudo isso sem sentir culpa, sem sentir que aquele é um tempo desperdiçado. Temos essa tendência de achar que tudo que fazemos para nosso deleite é egoísta. Mas não é: quando identificamos o que nos faz bem, aprendemos a nos conhecer melhor e o dia a dia ganha leveza. Porque se o trabalho está duro, dá para tomar fôlego sabendo que haverá uma compensação, algo que te lembre que a vida deve ter ... Leia Mais