[wp_show_posts id="376"]

#AcostumarComATristeza

É triste admitir, mas acostumamos com a tristeza

De tão conhecida, a tristeza vira aquela amiga íntima, de quem a gente nem gosta tanto, mas sente falta quando ela não está por perto É triste admitir, mas acostumamos com a tristeza. A gente se aninha a ela como quem recorre a um colo acolhedor. Porque, de tão conhecida, a tristeza vira amiga íntima. Sabemos exatamente a música que vai nos maltratar, mas a ouvimos à exaustão. Quem nunca chorou em frente ao espelho para olhar nos olhos da pessoa mais azarada da face da terra e se compadecer dela? E quantos de nós não optou por ir a pé, embaixo de chuva, para sentir na pele o tamanho do abandono? A tristeza temporária é inevitável e você terá por perto as pessoas que se aproximam por um tempo, normalmente aquele correspondente a um luto normal. Mas quando se insiste em fazer dessa convidada indesejada uma companhia constante, o público cansa: tristes são enfadonhos e só atraem outros tristes, normalmente preocupados com o próprio desgosto. Temos uma tendência meio suicida de protagonizar histórias tristes. Pura autopiedade ou o compromisso com um ritual macabro, que é letárgico e paralisa. A tristeza é uma poça fácil de atolar e de onde ... Leia Mais