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Wal Reis

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Quer saber? Vá arrumar suas gavetas Psicopatas do amor: fazem do romance um esporte até que o jogo perde a graça Às vezes nem o olhar mais atento captura, mesmo mantendo um pezinho atrás por excesso Perdoe escolhas erradas do passado: eram o melhor que você podia fazer naquele momento Temos uma tendência de chorar o leite derramado, sempre imaginando que era o último litro. Como diria Caetano, estamos encarando o *avesso do avesso do avesso do avesso Nos primeiros dias, quando tudo era uma completa novidade, ainda teve um pouco de graça. *Sobre como lidamos com o revezamento de personalidades em um dia de quarentena É mais ou menos como ter duas personalidades revezando o protagonismo nas 24 horas do ... Leia Mais

Por que sabotamos projetos pessoais, se eles é que deveriam estar no topo da lista?

Adiamos muito o momento de ser feliz. Tanto que, às vezes, nem dá para fazer isso no tempo regulamentar do jogo. Esperamos a formatura, o emprego estável, o dinheiro sobrar, o casamento engrenar, o crescimento dos filhos e – pasmem – até a morte dos pais para só então implementar algo que seja verdadeiramente por nós mesmos. Mas é tanta espera que, não raro, esses projetos vão perdendo a força ou ficando impossíveis de serem executados, dado o avançado da hora. É como se estivéssemos atrasados para a própria festa, chegando quando a orquestra já entoa os acordes finais e, cansados e sem ânimo devido a longa viagem, nem nos animamos a dançar a última música. Mesmo sem querer, passamos a vida dando satisfação aos outros, numa ânsia frenética de corresponder às expectativas terceiras. Quanto talento desperdiçado, quanto sonho abortado em prol de “ser certinho”, de se encaixar em padrões e não ser taxado de filho ingrato, de desmiolado ou irresponsável. Andando na trilha já pisada, você até escapa de ser apontado como a ovelha negra, mas não se esquiva de uma angústia crescente por sempre ir na contramão de suas próprias vontades, sujeito a morrer atropelado por planos que ... Leia Mais

A janela indiscreta, inoportuna, mas irresistível das redes sociais

Usadas com moderação, as redes sociais agregam. E ainda bem, pois estamos diante de um caminho sem volta: de uma maneira ou de outra teremos que conviver neste mundo paralelo. Mas, entre os efeitos rebotes que podem causar, um em especial tende a ser bem danoso: Facebook, Instagram, LinkedIn e mais sei lá quantas novas plataformas nos mantêm conectados a quem, de outro modo, talvez nunca mais víssemos. Assim como são ferramentas úteis para encontrar amigos e reunir quem seria impossível de outra forma, tornam-se  instrumento de tortura quando o objetivo é manter alguém na arca do passado. Porque a fechadura abre a todo momento, deixando escapar fantasmas que precisam permanecer trancados a sete chaves. Hoje, ao terminar um relacionamento, o personagem não sai totalmente de cena. Antes das redes, sem outros vínculos – como amigos, escola, trabalho em comum ou moradias próximas – dificilmente daria para saber o que tinha sido feito da pessoa. Mas, com o mundo conectado, muitas informações sobre a quantas anda a vida do dito cujo estão a poucos cliques de distância e é quase irresistível espiar. Que jogue o primeiro “dislike” quem nunca buscou nas redes o nome do ex para se certificar se ... Leia Mais

Diferença entre teimosia e determinação

Quando focamos em um só objetivo, corremos o risco de não enxergar outras possibilidades. Porque, algumas vezes, o que é enaltecido como “meta de vida” pode ser apenas um jeitinho glamouroso de não fazer nenhum movimento e esperar que caminhos se abram milagrosamente, enquanto outros, bem mais acessíveis e que também cabem no seu sonho, estão ali, ao alcance. Quantas vezes não sofremos pelo impossível? Entramos no ciclo do “eu quero porque quero”, sem notar que tem coisa melhor ali, na sala de espera da nossa convicção, aguardando um olhar mais atento. E isso acontece com carreira, amor e por aí a fora: seu objetivo é fazer medicina, mas sua realidade não permite essa dedicação integral? Resultado: lamenta e desiste de todas as faculdades. Adoraria morar na praia, mas seu trabalho está a 100 quilômetros de distância do mar? Então abandona a ideia da casa própria. Seu grande amor não compartilha da convicção de que serão felizes para sempre e, por isso, você opta por não olhar mais ninguém. Pois é. Tudo vai contra, mas você insiste, acreditando que existe uma conspiração interplanetária para te tirar do foco e jura que vai ser mais forte, dá uma banana para o ... Leia Mais

Amigo é para essas e outras coisas: um porto seguro chamado amizade

Amigo devia ser carreira diplomática, com direito a graduação e MBA. E olha: poucos seriam aprovados no vestibular deste curso porque ser amigo não é para qualquer um. Exige dons que você nem sabia que tinha, como paciência de Jó e autocontrole de monge tibetano. Ser amigo requer se esquecer dos próprios problemas para cuidar da crise existencial do outro, que mantenha o olho no celular pois, em algum momento – geralmente o mais impróprio –  vai ter alguém pedindo socorro e amigo que é amigo sabe que aquela urgência até pode não ser tão urgente assim, mas vai tratá-la como se fosse. Amigo escuta a voz chorosa perguntando se não está atrapalhando e mente que não, enquanto afasta o computador e silencia as outras ligações. E escuta a mesma história pela milésima vez por saber da importância de não se trancar mágoas no peito. Mas não se esquiva de dar sua opinião sincera, mesmo pegando leve e dourando a pílula, ao perceber que ainda não pode colocar o pé na porta e apresentar a realidade nua e crua. Mas também fica a cargo do amigo o trabalho sujo, de falar a verdade dolorida, correndo o risco de ser classificado ... Leia Mais