[wp_show_posts id="376"]

*A vida como (realmente) ela éPosted by On

A pandemia está nos apresentando a uma vida familiar sem filtro. Um grande espelho que faz enxergar o que não necessariamente estamos dispostos a ver. Uma imersão compulsória para dentro da gente e da casa, que pode mostrar como a orquestra intramuros desafina.

Porque é mais fácil ter a família perfeita quando não se fica 24 horas com ela em uma rotina que passa longe de ser de férias. É como descobrir a sujeira embaixo do tapete – que, literalmente, você descobriu depois que começou a por a mão na massa e fazer faxina. São situações das quais tentamos nos esquivar no dia a dia dos tempos normais, tampando o sol com a peneira, procurando desfocar para não encarar certas verdades, que agora estão gritando com a gente.

Talvez até desconfiássemos de que havia alguma coisa errada com nossos relacionamentos mais íntimos, aqueles entre marido e mulher, filhos e nossos pais. Mas íamos empurrando com a barriga porque, afinal, não era tão difícil assim coabitar com os outros moradores nas poucas horas entre o despertar e o café da manhã ou entre o jantar e a hora de dormir.

Mas agora acontece uma espécie de intensivão e a tropeçamos na vida real a cada mudança de cômodo, sem chance de sair correndo, ir tomar um cafezinho na esquina ou se refugiar no shopping para espairecer porque, literalmente, não tem para onde correr.

Mas a vida era assim tão diferente, tão cheia de aventuras antes da quarentena? Na verdade, para a maioria de nós, não. Mas o que fazia tudo ser suportável era justamente a não convivência, as relações mais superficiais. A vida estava mais baseada no que acontecia da porta para fora. E a rua, às vezes, nos leva a assumir personagens e motiva uma fuga para longe de nós mesmos e daqueles que deveríamos chamar de pares.

Porque nesse antigamente de quase dois meses atrás tinha diferença entre ser e estar: ou éramos ou estávamos. Agora não. Agora somos e estamos no mesmo lugar, sem maquiagem e de pijamas, tentando reconhecer quem são esses estranhos que dividem a pasta de dentes conosco.

 

*Texto publicado em 5/05/2020 em https://anamaria.uol.com.br/noticias/familiafilhos/quarentena-como-a-convivencia-mostra-a-vida-como-realmente-ela-e.phtml

###

Adiamos muito o momento de ser feliz. Tanto que, às vezes, nem dá para fazer
Usadas com moderação, as redes sociais agregam. E ainda bem, pois estamos diante de um
Quando focamos em um só objetivo, corremos o risco de não enxergar outras possibilidades. Porque,
Amigo devia ser carreira diplomática, com direito a graduação e MBA. E olha: poucos seriam
Às vezes nem o olhar mais atento captura, mesmo mantendo um pezinho atrás por excesso

Em Outras PalavrasRevista Anamaria

#amor #amar #conhecer #ReconhecendoOAmor#ausência #compreensão #fim #FimDeRelacionamento#casamento#coronavirus#isolamentosocial#pandemia#quarentena#RevistaAnamaria#walreisemoutraspalavras

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *